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Terra imensa, de tranquilidade e pão.
Gente
simples, tisnada de sol e agruras.
Na
vastidão da planície, onde o silêncio
é profundo, o sol teimando em romper por entre
farrapos de brancas nuvens, tem o brilho do próprio
Alentejo.
Ao
longe, o mormúrio cadenciado do rebanho, que
lentamente se aproxima.
Na
frente, as gulosas, ávidas de fruto
do montado caído na noite. Logo atrás
em movimento pesado o bamboleante Leão, majestoso
Rafeiro salpicado de amarelo e branco sujo, máscara
negra que os anos já desbotaram, respira tranquilidade.
Segue-se
o ondulado amerinado e branco de um rebanho, onde por
alegres correrias e saltos da borregada, o velho pastor
contempla, com um misto redobrado de preocupação
e vaidade.
Quadro
tão simples quanto comum na planura transtagana,
solar natural e único do tão nosso Rafeiro
do Alentejo.
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